Sobre
Esta marca nasce de uma linhagem de gestos.
A joalheria chegou aqui primeiro pelas mãos de uma mãe, em um pequeno ateliê doméstico, onde chapas e fios de prata se transformavam diante de olhos curiosos. Em um ofício tradicionalmente transmitido de pai para filho, aqui o gesto atravessou gerações de mulher para mulher.
Antes mesmo disso, outras mãos já estavam em movimento: duas avós sempre envolvidas com linhas, tintas, barro ou vidro foram fundamentais para esse apreço pelo artesanal. Entre desenhos, materiais e trabalhos manuais, cresceu o encantamento pelo fazer: pela capacidade de transformar matéria, tempo e atenção em algo sensível.
Criar joias é, antes de tudo, um trabalho do corpo. O gestual conduz as ferramentas na transformação do metal, em um processo onde técnica e intuição caminham lado a lado. Mão e matéria dialogam até que cada peça encontre sua forma.
Ao lado da tradição da ourivesaria, a marca também investiga aproximações com outros fazeres manuais, como o bordado, a cerâmica e o trabalho com fibras e tecidos. Esses encontros surgem como campo de pesquisa e experimentação, ampliando as possibilidades da joalheria e aproximando-a de saberes historicamente ligados ao fazer feminino.
Cada peça nasce desse território de gestos herdados, aprendidos e reinventados.
Joias pensadas para habitar o corpo: pequenas esculturas que acompanham quem as usa e, com o tempo, tornam-se parte de sua história.

A CRIADORA
Formada em produção cultural pela Universidade Federal Fluminense, Marcela buscou a ourivesaria, essa memória gostosa de infância, como caminho para dar vazão à urgência de criar com as mãos. Rapidamente, as ferramentas, metais e calos nos dedos ocuparam espaço em sua vida, e o hobby virou trabalho.
Depois de fazer várias feiras e eventos no Rio e em São Paulo, Marcela encontrou no Espaço Autoral, coletivo de joalheria com loja em Ipanema, um lugar acolhedor e confortável para não só comercializar suas peças, mas também trabalhar com outras joalheiras independentes, num ambiente de parceria, admiração e inspiração mútuas. O trabalho no ateliê é solitário, então fazer parte de um coletivo onde as dores e as delícias do ofício podem ser compartilhados é um presente. As próprias integrantes recebem os clientes na loja, oferecendo atendimento especializado e possibilitando ao cliente conhecer as histórias por trás de cada joia.
Marcela entende a joalheria como uma forma de contato com o outro: usar o tato, a força e a delicadeza das mãos para criar peças que serão íntimas de quem as carrega no corpo, tornando-se signos de identidade.

